Palavras fracas e reles
Porque não m'ajudais em nada?
Sois como flácidas e ocas peles
Nada dizeis, mas marcais qual chaga,
Cavais fundo minh’alma
Qual penosa e ferrugenta enxada:
“Mortiço prazer, refúgio putrefacto
RevestidoDePoeiraCoaguladaP'laAmargaProvação
Deste Arauto do Apocalipse; que de resto
Goteja sôfrego num delírio de atracção
Pela púbis divina,
Imersa em urina,
Ganidos e uma re-cor-da-ção.”
Rasgai-vos agora de minha cabeça cheia
Para que vos expulse minha vil língua insana.
