(...)

"Mas eu não quero ir ter com os loucos", observou Alice.
"Não tens alternativa". Retorquiu o Gato.
"Nós aqui somos todos loucos. Eu sou louco, tu és louca".
"Como é que sabes que eu sou louca?" perguntou Alice.
"Deves ser", disse o Gato, "ou não terias vindo até aqui".
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20090127

Palavra

“Expele-me!” Ordena autoritária.
A dissimulada…a maldita!
Arranhando-me a garganta
Com magnificas roupas doiradas
Que lhe escondem a feição horrífica...
Dançando com o silêncio,
Cai, lágrima seca em minha cara.
“Aquietarás a minha dor?” pergunto,
E de sentidos erectos,
Caio inerte. Mudo...
Quero fornicar-te mas faltam-me as forças;
E como se d’uma reles puta se tratasse
Deixar-te usada sem dignidade.
“Sussurra-me!” disse baixinho.
“Sem pudor ou por piedade,
Pois, que voz seguirás se o vácuo do silêncio
Roubar de teus ouvidos essa gasta verdade?”