(...)

"Mas eu não quero ir ter com os loucos", observou Alice.
"Não tens alternativa". Retorquiu o Gato.
"Nós aqui somos todos loucos. Eu sou louco, tu és louca".
"Como é que sabes que eu sou louca?" perguntou Alice.
"Deves ser", disse o Gato, "ou não terias vindo até aqui".

20110131

14 de Fevereiro

Tudo em ti é profano
Ainda que gente o desminta,
Aquilo qu’eu vejo de divino
É tudo o que teu coração não sinta.

Teus gestos de falsa paixão
Provocam somente oceanos de dor
E teu olhar, d’um maléfico fulgor
Faz sangrar sem compaixão!

Não importando os sonhos que destróis,
Labaredas soltam-se de tua língua calculista,
Fazes com que nenhuma Casa resista
A essa tua fúria de mil sois.

Cheiroso afecto da tua pele transparece,
Encantador, belo e enganador,
Ao teu Sangue perpetuamente negado
Só ao alheio oferecido em esplendor.

Descosidos sorrisos de perigos irreais
E coração há muito sem cor
Repleto de sentimentos bestiais.

2 comentários:

Lviz disse...

Este poema trata de amor sim, mas não o de um casal. Só para evitar "confusões"... :)

Dysdaimonia disse...

Hails :)
Estas perdoado!
Que engraçado...ainda à dias me lembrei de procurar bandas que abordassem essa "letra", para alem de Theatre des Vampires...e fiquei a conhecer essa cantora :)

Excelente blog * Elogio aos poemas incluído :)